
O RCM deveria estar na base da pirâmide!
Qualquer organização que possui ativos produtivos faz a sua gestão de ativos, porém, muitas vezes as práticas não estão alinhadas com o que há de mais moderno. A Moderna Gestão de Ativos, em referência à ISO 55.000, se faz cada vez mais necessária para obter resultados ainda maiores.
Estas práticas modernas se aplicam em vários setores que muitas vezes a Gestão de Ativos não define como foco, por exemplo: Gestão do Risco, Gestão Financeira do Ciclo de Vida do Ativo, entre outros…
Seguindo esta linha de raciocínio, destacamos um ponto prioritário e que deve ser inserido de forma definitiva neste contexto: A Confiabilidade Operacional.
Sem Confiabilidade Operacional, ou seja, sem a capacidade de produzir sem interrupções, um equipamento perde a sua razão de ser, por isso, o estudo das falhas e o seu tratamento parece ser imprescindível.
Cuidar dos outros aspectos, sem antes preocupar-se com a disponibilidade para produzir, se assemelha com a expressão “enxugar o gelo”. Este tipo de situação ocorre em muitas empresas e o resultado é catastrófico.
Ao longo dos últimos anos, e não são poucos, nos deparamos com uma sequência de passos que devem ser tomados previamente à implementação dos conceitos de confiabilidade.
São eles:
- Organização de um PCM;
- Análise de Falhas
- Monitoramento da Condição e muitos outros…
Antes da Confiabilidade, organizaríamos em forma de pirâmide todos estes pilares, terminando no topo, a Gestão de Ativos.

Se o RCM – Manutenção Centrada em Confiabilidade, reconhecidamente especifica a melhor estratégia de custo benefício e confiabilidade de manutenção para os ativos, abrangendo as manutenções preventiva e preditiva (monitoramento sob condição), como ele pode estar apenas no sexto estágio de implementação desta pirâmide?
Implementá-lo apenas no sexto estágio e não na base ou início do processo, significa retrabalho e desperdício de tempo e resultados, na medida em que praticamente tudo o que já terá sido feito deverá ser profundamente revisto. É o que temos visto por aí. Certamente faltou o correto entendimento sobre a metodologia RCM para posicioná-la desta forma neste modelo de gestão.
Ainda é tempo de rever os conceitos e tentar recuperar o tempo e o recurso perdido. Confiabilidade operacional, é a base de qualquer Gestão de Ativos que busque resultados efetivos!
Denis Mortelari